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Presidente do Sinpol/SC retorna de Brasília após avanços em reuniões no Ministério da Justiça

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O Presidente do Sinpol/SC, Anderson Vieira Amorim, que também acumula a presidência interina da Feipol/SUL (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sul), retornou nesta sexta-feira (22) a Florianópolis, depois de participar de duas reuniões com representantes do Ministério da Justiça, em Brasília, entre eles o próprio ministro Alexandre de Moraes, com quem Anderson esteve na manhã de quinta-feira (21). Também estiveram nos encontros membros da Cobrapol, Feipol/Nordeste, Fepol/Norte, Ferpol Centro Oeste e Sudeste, Fenapef e Fenaprf.

O ministro Alexandre Moraes recebeu a comitiva sindical na quinta (21), quando passou a condução da reunião para o Secretário Executivo da pasta, José Levi. Uma nova audiência ainda será agendada para que os sindicalistas possam expor suas reivindicações diretamente ao ministro.

O presidente do Sinpol/SC e Feipol/Sul, Anderson Vieira Amorim, alertou da necessidade da mudança urgente nos modelos de polícias, considerados arcaicos e falidos, que vem desde 1808. Ele também informou ao secretário sobre a criação do Instituto Internacional de Ciências Policiais, que visa exatamente trabalhar esses novos modelos. Anderson ainda solicitou que o MJ olhe com carinho para a inclusão dos termos “paridade e integralidade” na LC 144.

O Presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, reforçou a necessidade da implantação de uma Agenda Positiva para a discussão das demandas urgentes dos policiais, que inclui alterações na Lei Geral da Polícia Civil (PL 1949/2007), expansão do papel do Conselho Nacional de Segurança Pública (CONASP) na formulação das políticas na área de segurança pública e a discussão da aposentadoria especial para os policiais, entre outras questões.

Gandra também ressaltou o descontentamento da categoria com a forma considerada omissa com que os governos estaduais e Federal vêm lidando com as mortes sistêmicas de policiais.

– O governo americano prestou homenagem aos policiais mortos nos ataques em Dalas (Texas), inclusive com a presença do presidente Barak Obama. Somente o Rio de Janeiro e o Ceará já somam oito mortes de policiais, e não vemos a mesma postura dos governantes brasileiros -, afirmou Gandra, que também questionou as propostas do governo para o enfrentamento da criminalidade e para a redução da violência.

O presidente da Fenapef, Luiz Antônio Boudens, demonstrou preocupação direta com todos os problemas acumulados na Segurança Pública. Ele explicou que a Polícia Federal sempre trabalhou junto do Governo Federal, mas chamou a atenção para a omissão das instituições governamentais.

– A Força Nacional deve ser extinta, precisamos combater as Leis 12.830 e 13.047, que fogem à legalidade e normalidade. Devemos considerar ainda que o trabalho em equipe é primordial, por isso, o MJ deve barrar projetos dessa natureza -, afirmou.

O representante da FENAPRF, Jesus Castro Caamaño, endossou as palavras dos sindicalistas que o antecederam e voltou a chamar a atenção para os números alarmantes de mortes de Policiais.

– O índice da população é em torno de 28 homicídios por 100.000 habitantes, enquanto para os policiais, esse índice é muito mais alarmante e assustador, chegando a 88 homicídios por 100.000 habitantes -, afirmou, acrescentando que o sistema de segurança pública é ineficiente e que atualmente os policiais são reféns da criminalidade. Castro também reforçou o pedido de extinção da Força Nacional.

O presidente do Sinpol/SE, João Alexandre, chamou a atenção para a necessidade de apoio à PEC 24, para a formação de uma agenda positiva com o MJ. Já o diretor do Sinpol/GO, Antônio da Costa e Silva Neto, endossou algumas falas dos demais e acrescentou sobre a necessidade de se rever o tal monopólio das armas e a abertura do mercado. O presidente do mesmo sindicato, Paulo Sérgio Alves de Araujo, informou que Goiânia infelizmente figura como a 23ª capital mais violenta do mundo e até agora já foram confirmadas oito mortes de policiais. Araújo chamou a atenção para o descaso com as polícias de Goiás por parte do governo estadual, rebaixando os seus salários, mesmo com a previsão de irredutibilidade de salários, o que tem causado extrema indignação dos policiais daquele estado.

O presidente do Sinpol/MS, Giancarlo Corrêa Miranda, chamou a atenção para os problemas de fronteiras, onde acontecem o extermínio de policiais sem apoio algum dos governos, a necessidade de reforço imediato nas fronteiras, pois o crime está se espalhando e os policiais estão sendo deixados de lado pelo poder público.

O secretário-executivo do MJ, José Levi, agradeceu a presença de todos, afirmando a necessidade de vários debates a curto, médio e longo prazos. Levi afirmou ainda que anotou todos os pleitos e que pretende encaminha-los detalhadamente ao ministro da Justiça, dando ênfase à questão das aposentadorias.

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